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segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Itaguaí: O ELDORADO FLUMINENSE!!!
No jornal O Globo do dia 19/10/2011, veio um suplemento especial de oito páginas cujo título exalta a cidade de Itaguaí como o novo Eldorado Fluminense. Levantamento da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico diz que a região da Baía de Sepetiba receberá investimentos de cerca de US$10 bilhões nos próximos anos, Portos, Estaleiro, Siderúrgica, Rodovias e centros de distribuição com recursos públicos e privados do Brasil e do exterior somam essa exorbitante quantia. Pelo menos três grandes empreendimentos vão ser o carro chefe do crescimento na região, Porto de Itaguaí (incluindo o Superporto do sudeste, terminal privado da LLX), Estaleiro da Marinha do Brasil com um investimento de 5 bilhões de Euro e Um grande Porto, obra de Petrobrás em parceria com a CSN e a Gerdau. A cidade que a reportagem mostrou é a cidade de fora, rica, poderosa, luxuosa, brilhante, eldorada, infelizmente a jornal não mostrou a cidade de dentro, suja, abandonada, escura, perigosa, corrupta, doente, desempregada, dominada por um grupo que busca apenas os seus interesses. A reportagem mostrou um dado que me assustou: dentro de dez anos a população dessa região que engloba Itaguaí, Mangaratiba e Angra do Reis será de 1 milhão de habitantes, ora o nosso município tem hoje aproximadamente 110 mil habitantes, imagine a cidade com 500 mil habitantes. Essa reportagem me fez ver a distância enorme que o município vive entre a sua realidade política e econômica. Economicamente ficamos ricos, politicamente estamos falidos, o progresso chega e a cidade não acompanha, os cofres públicos ficam cada dia mais cheios e a cidade continua com velhos problemas crônicos de malversação do dinheiro público, informações privilegiadas, empresas de fachadas constituídas para dar “legitimidade” ao tráfico de influência. Urge uma nova política que seja pautada no serviço, na gestão técnica, no compromisso com a população, na ética e na transparência, Itaguaí não suporta mais a politicagem, a cidade necessita de novas “cabeças” que possam dar vida a política, a população precisa ser ouvida, o direito precisa ser restabelecido, a voz da rua precisa ser respeitada, não podemos em nome do progresso atropelar a população, ignorar as suas reais necessidades, precisamos de novos agentes públicos que saibam negociar em favor do povo e não em favor pessoal. Creio que haverá profundas mudanças, o vento está soprando nessa direção. A Deus toda a glória!!!!!
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
PORQUE VOCÊ ESCREVE SOBRE POLÍTICA?
Essa pergunta foi feita a mim por um pastor que queria saber qual era o motivo dos meus artigos focarem muito a política. Respondi a ele que primeiramente um cristão deve estar envolvido com a sua sociedade participando ativamente dela buscando sempre fundamentar princípios éticos- cristãos em todas as áreas sociais inclusive na área política que é onde as decisões são tomadas para o bem ou para o mal. Disse a ele que a democracia dá-nos o direito de expressarmos nossas opiniões livremente e que o pastor tem um compromisso com a sua cidade e não somente com a sua igreja, disse que falando sobre política tendo sempre nos meus textos uma base bíblica eu estava anunciando verdades de Deus para as áreas vitais da sociedade.
Lembro-me que disse a ele que se o princípio de se fazer política não passar sempre pelo crivo da ética a política será perversa, oportunista, nociva e maligna, porque não será uma política para o serviço ao próximo e sim para benefícios estritamente pessoal. Lembro-me que disse ao pastor que a política tem que ser sinônimo de serviço a Deus e ao próximo e não um modo de enriquecer ilicitamente, que é o que infelizmente a maioria faz. Ele me perguntou se eu não tinha medo de escrever sobre um assunto tão perigoso como esse, respondi que não tinha medo nenhum, porque é dever de todo cidadão cobrar dos homens públicos seriedade e transparência na administração do dinheiro que vem do povo, disse a ele que ninguém pode viver sem ser fiscalizado, sem ser confrontado, sem ser avaliado, a crítica é algo construtivo quando se faz sem interesses pessoais, quando se faz pensando no bem da coletividade, falei que escrevia e escrevo como um idealista que sonha com uma cidade muito melhor do que essa que estamos nela.
Disse a ele que não tinha vínculo político com ninguém, que não sou financiado por ninguém, que ninguém me paga para escrever o que escrevo, disse que vivo do meu salário de pastor e que escrevo como um pastor- cidadão indignado com o que alguns homens públicos fazem nas suas administrações. Tudo aquilo que causa opressão ao próximo tem que ser denunciado, disse ao pastor, não tem cabimento arrecadarmos milhões todo mês e vivermos na miséria, falta amor e compromisso por essa terra, o silêncio da classe média me deixa muito triste, a omissão das pessoas de bem me deixa perplexo, enquanto cada um ficar cuidando só daquilo que é seu, a cidade continuará recebendo de braços abertos aventureiros que não tem o menor vínculo com o município e que usa e abusa dele.
Pastor, os nossos jovens estão morrendo assassinados e nas drogas, as nossas crianças estão sendo vendidas para a prostituição, as nossas escolas estão virando redutos de traficantes, não existe um projeto de ressocialização para a nossa juventude, o índice de jovens que fica o dia inteiro ocioso é alarmante, a corrupção impera por aqui, o empreguismo eleitoreiro sustenta muita gente em casa criando com isso uma dependência perversa. A coisa está tão feia que não existe renovação política, os candidatos são os mesmos da eleição passada, isso mostra a falência política em que vivemos, as comunidades estão entregues a própria sorte, não recebem nenhuma proteção e incentivo, vivem expostas a violência, a roubo, a assassinatos, a perversão sexual, e ninguém faz nada.
È por isso pastor, que eu escrevo sobre política, escrevo porque creio na ação de Deus, escrevo porque fico indignado com o que estão fazendo nessa terra, escrevo porque sei que um dia esse quadro vai mudar, escrevo porque tenho fé que quem tem a última palavra sobre a nossa cidade é Deus. Que Ele nos abençoe para vivermos dias melhores!!!
Lembro-me que disse a ele que se o princípio de se fazer política não passar sempre pelo crivo da ética a política será perversa, oportunista, nociva e maligna, porque não será uma política para o serviço ao próximo e sim para benefícios estritamente pessoal. Lembro-me que disse ao pastor que a política tem que ser sinônimo de serviço a Deus e ao próximo e não um modo de enriquecer ilicitamente, que é o que infelizmente a maioria faz. Ele me perguntou se eu não tinha medo de escrever sobre um assunto tão perigoso como esse, respondi que não tinha medo nenhum, porque é dever de todo cidadão cobrar dos homens públicos seriedade e transparência na administração do dinheiro que vem do povo, disse a ele que ninguém pode viver sem ser fiscalizado, sem ser confrontado, sem ser avaliado, a crítica é algo construtivo quando se faz sem interesses pessoais, quando se faz pensando no bem da coletividade, falei que escrevia e escrevo como um idealista que sonha com uma cidade muito melhor do que essa que estamos nela.
Disse a ele que não tinha vínculo político com ninguém, que não sou financiado por ninguém, que ninguém me paga para escrever o que escrevo, disse que vivo do meu salário de pastor e que escrevo como um pastor- cidadão indignado com o que alguns homens públicos fazem nas suas administrações. Tudo aquilo que causa opressão ao próximo tem que ser denunciado, disse ao pastor, não tem cabimento arrecadarmos milhões todo mês e vivermos na miséria, falta amor e compromisso por essa terra, o silêncio da classe média me deixa muito triste, a omissão das pessoas de bem me deixa perplexo, enquanto cada um ficar cuidando só daquilo que é seu, a cidade continuará recebendo de braços abertos aventureiros que não tem o menor vínculo com o município e que usa e abusa dele.
Pastor, os nossos jovens estão morrendo assassinados e nas drogas, as nossas crianças estão sendo vendidas para a prostituição, as nossas escolas estão virando redutos de traficantes, não existe um projeto de ressocialização para a nossa juventude, o índice de jovens que fica o dia inteiro ocioso é alarmante, a corrupção impera por aqui, o empreguismo eleitoreiro sustenta muita gente em casa criando com isso uma dependência perversa. A coisa está tão feia que não existe renovação política, os candidatos são os mesmos da eleição passada, isso mostra a falência política em que vivemos, as comunidades estão entregues a própria sorte, não recebem nenhuma proteção e incentivo, vivem expostas a violência, a roubo, a assassinatos, a perversão sexual, e ninguém faz nada.
È por isso pastor, que eu escrevo sobre política, escrevo porque creio na ação de Deus, escrevo porque fico indignado com o que estão fazendo nessa terra, escrevo porque sei que um dia esse quadro vai mudar, escrevo porque tenho fé que quem tem a última palavra sobre a nossa cidade é Deus. Que Ele nos abençoe para vivermos dias melhores!!!
A ENTREGA DOS FOLHETOS
As lutas tem sido imensas na minha vida nesse último mês, estou vivendo a fase dos dias maus, dos dias cinzentos, essa fase está muito parecida com uma fase do apóstolo Paulo quando ele diz que estava vivendo um tempo de “Lutas por dentro e temores por fora”. Por mais incrível que possa parecer isso me estimula a buscar mais o Senhor, me estimula a orar mais, a ler mais, a meditar mais, a ensinar mais, a escrever mais, a pregar mais, a aconselhar mais.
O diabo deve ficar imensamente furioso comigo, porque todas as tentativas dele na minha vida tem efeito contrário, quando ele imagina que vai me derrotar, eu com a Graça de Deus saio vitorioso. Esta semana estou entregando os folhetos que escrevo semanalmente sobre a cidade, estou entregando junto com um grande amigo e diácono da nossa igreja o Dinho, nessa caminhada encontrei várias pessoas que me incentivaram a continuar escrevendo, encontrei amigos que estão solidários comigo nessa luta por uma mudança profunda que a cidade necessita urgentemente ter em relação á política, a cidadania, a participação dos munícipes, e por aí vai.
Vi alegria no rosto das pessoas que recebiam os folhetos, vi que elas também querem mudanças, vi que as pessoas estão perdendo o medo de apanhar os folhetos, vi que o folheto é um pequeníssimo jornal que informa as pessoas algo que elas não lêem em nenhum outro lugar, uma dessas pessoas chegou a dizer: pastor você não desiste nunca, me dá “três edições aí que eu vou ler em casa”.
Estou voltando das ruas convencido que esse trabalho que faço com os folhetos está crescendo muito, já é uma realidade no município, estou convencido que o folheto é uma ferramenta subversiva, que vai de casa em casa esclarecendo os moradores sobre a realidade da cidade. O tratamento educado e carinhoso das pessoas comigo nas ruas da cidade me alegra muito o coração e me inspira continuar fazendo essa missão apesar das inúmeras lutas que tenho vivido nesses últimos dias. Ore por mim. A Deus toda a glória!!!
24 de outubro de 2010.
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